Em plena sexta-feira, a confirmação chegou e Marquito f…Ver mais
Uma despedida inesperada que abalou Belo Horizonte
Na tarde desta quarta-feira (26), o que parecia ser apenas mais um plantão informativo ganhou contornos inesperados. O jornalista César Tralli, âncora do Jornal Hoje, surgiu ao vivo no SP1 com uma expressão incomum. Eram 12h32 quando ele interrompeu a programação e, com voz firme, anunciou uma notícia que mudaria o rumo do noticiário daquele dia — e abalaria uma capital inteira.
“Olha só: morreu agora há pouco o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman.”

A frase ecoou com peso. O silêncio que se seguiu pareceu durar mais do que alguns segundos. Tralli reforçou que novos detalhes seriam apresentados na edição do telejornal que iria ao ar após o Globo Esporte, despedindo-se do apresentador Alan Severiano com a seriedade que o momento exigia. A notícia estava dada — mas suas consequências ainda estavam apenas começando.
A confirmação da morte de Fuad Noman, aos 77 anos, caiu como um choque sobre a capital mineira. Reeleito em outubro de 2024, ele havia tomado posse remotamente no início do ano, devido a problemas de saúde que já despertavam preocupação nos bastidores políticos. Ainda assim, poucos imaginavam que o desfecho seria tão repentino.
A trajetória de Fuad à frente da prefeitura era marcada por projetos estratégicos, especialmente nas áreas de mobilidade urbana e desenvolvimento econômico. Investimentos em infraestrutura e propostas para modernizar o transporte público estavam entre suas prioridades. Essas iniciativas garantiram a ele índices consistentes de aprovação popular e consolidaram sua imagem como gestor técnico e comprometido.
Nas redes sociais, a comoção foi imediata. Autoridades, lideranças políticas e cidadãos manifestaram pesar, ressaltando sua postura discreta e sua dedicação à cidade. Para muitos belo-horizontinos, não se tratava apenas da perda de um prefeito, mas de um símbolo de estabilidade administrativa em meio a desafios urbanos complexos. Mas enquanto a cidade ainda assimilava a notícia, outra questão surgia nos bastidores: quem assumiria o comando em um momento tão delicado?
Transição delicada e incertezas no cenário político
Com a morte do prefeito, a administração de Belo Horizonte passa agora para as mãos do vice-prefeito Álvaro Damião, do União Brasil. Ele assume em meio a expectativas elevadas e desafios urgentes, especialmente nas áreas de transporte público e infraestrutura — setores que estavam no centro dos projetos de Fuad.

A transição não é apenas administrativa; é também política. A reconfiguração do cenário local movimenta aliados e oposição, que já analisam os possíveis desdobramentos para os próximos anos. A continuidade dos projetos iniciados será mantida? Haverá mudanças estratégicas? Essas perguntas começam a circular tanto nos corredores do poder quanto entre os eleitores.
Antes de chegar à prefeitura, Fuad construiu uma carreira sólida na área econômica. Formado em Ciências Econômicas, especializou-se em programação econômica e execução orçamentária, ocupando cargos estratégicos no governo federal durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Essa bagagem técnica foi determinante para sua atuação na prefeitura, onde priorizou equilíbrio fiscal e planejamento de longo prazo.
Agora, sua equipe enfrenta o desafio de preservar o legado e manter a estabilidade administrativa. Nos próximos dias, são esperados anúncios sobre a formação do novo secretariado e as primeiras diretrizes do prefeito em exercício.
Enquanto isso, Belo Horizonte se despede de um líder cuja gestão buscava consolidar transformações estruturais. Entre homenagens, dúvidas e expectativas, a cidade entra em um novo capítulo — ainda envolto em incertezas.