ELlSA Samúdlo reaparece em Portugal e goleiro bruno pode ser indeni…Ver mais
Uma conversa informal que virou manchete nacional
Nos últimos dias, um nome que carrega dor, resistência e uma história marcada por tragédia voltou a ocupar espaço nas manchetes: Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio e guardiã legal de Bruninho. Mas, desta vez, a exposição não veio por escolha própria. Segundo ela, veio por distorções. E o que parecia apenas mais uma notícia sobre pensão alimentícia rapidamente se transformou em um novo capítulo de uma história que nunca encontrou um ponto final.
Sônia decidiu quebrar o silêncio após reportagens sugerirem que ela estaria cobrando publicamente o pagamento da pensão alimentícia de Bruno Fernandes, ex-goleiro e pai do adolescente. A repercussão foi imediata, mas, de acordo com Sônia, completamente fora de contexto. O que estava por trás dessas manchetes era bem diferente do que vinha sendo divulgado.
Em uma carta aberta enviada ao portal NaTelinha, Sônia demonstrou indignação com a forma como o assunto foi tratado por parte da imprensa. Ela afirma que não procurou veículos de comunicação para expor Bruno como devedor de pensão, como passou a ser noticiado. Tudo teria começado de maneira muito mais simples — e privada.

Segundo o relato, um jornalista entrou em contato para falar sobre objetos pessoais de Eliza Samudio. Durante a conversa, surgiu a pergunta sobre a pensão de Bruninho. Sônia respondeu de forma direta, sem entrar em detalhes ou valores: o pagamento não estava em dia. Apenas isso. Nenhuma denúncia formal, nenhuma intenção de tornar o tema público.
“Não falei em valores, não fiz acusações e não busquei holofotes”, reforçou ela na carta, deixando claro que qualquer atualização financeira é conduzida por sua advogada e acompanhada pela Justiça. Ainda assim, a informação ganhou proporções inesperadas, reacendendo debates, julgamentos e uma nova onda de exposição.
No centro de tudo está Bruninho, hoje com 15 anos, goleiro das categorias de base do Botafogo — ocupando justamente a mesma posição do pai. Uma coincidência que carrega um peso simbólico enorme para quem conhece o passado que cerca esse nome. Desde o desaparecimento e assassinato brutal de Eliza Samudio, Sônia assumiu sozinha a missão de criar o neto, lutando para oferecer a ele estabilidade, dignidade e alguma paz.

O desabafo de Bruno e a resposta firme de Sônia
A confusão ganhou ainda mais força quando Bruno Fernandes decidiu se pronunciar nas redes sociais, no dia 16 de julho. Em tom defensivo, ele negou estar devendo três anos de pensão e alegou dificuldades financeiras. Disse, ainda, que entrou com um pedido judicial para revisão do valor e acusou Sônia de dificultar sua reaproximação com o filho.

A declaração, no entanto, soou estranha para muitos. Especialmente quando Bruno afirmou que “no momento oportuno” estaria com Bruninho e que só devia explicações a ele. A fala gerou desconforto e reacendeu feridas que nunca cicatrizaram completamente.
Sônia respondeu sem rodeios. Negou qualquer tentativa de afastamento, reforçou que tudo corre dentro da Justiça e foi categórica ao afirmar que nunca cobrou publicamente o que é direito do neto. Em um trecho contundente da carta, deixou um recado direto ao ex-goleiro: “Pare de ficar jogando suas responsabilidades e seus atos para outras pessoas.”
Cansada da exposição constante, Sônia faz questão de frisar que não quer transformar a vida de Bruninho em espetáculo. “A vida dele não é novela, nem campo de futebol para jogada ensaiada”, teria dito a pessoas próximas. Nos bastidores, o sentimento é de exaustão — mas também de resistência.
Essa é mais uma história que mistura dor, memória e disputa pública. E, mais uma vez, quem paga o preço é um adolescente que tenta seguir em frente, enquanto o passado insiste em bater à porta.