Em plena Terça-feira, Fux não perdoa e acaba de p… ver mais

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A Disputa nos Bastidores: Estratégia ou Direito?

Nos corredores silenciosos do Supremo Tribunal Federal, a semana começou sob tensão. O que deveria ser apenas mais uma etapa processual ganhou contornos de embate estratégico. Nesta segunda-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes tomou uma decisão que ecoou além das paredes do tribunal: rejeitou o pedido da defesa de um dos réus do chamado núcleo 2 da investigação sobre a chamada “minuta do golpe”.

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Alexandre de Moraes articulava saída honrosa do STF. Aí...*

A tentativa era clara — incluir o ministro Luiz Fux no julgamento marcado para terça-feira (9). Mas Moraes foi categórico. Para ele, não se tratava de uma questão técnica, e sim de uma manobra para atrasar o inevitável.

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O pedido partiu da defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, apontado como um dos envolvidos nas articulações da suposta minuta que previa medidas excepcionais após as eleições. Os advogados alegaram que Fux já havia participado de julgamentos de outros núcleos do mesmo caso e que, por isonomia e ampla defesa, deveria permanecer também neste.O argumento parecia simples: se participou antes, por que não agora?

Ministro Alexandre de Moraes desativa seu perfil no X

Mas a resposta do relator foi direta. Moraes lembrou que o regimento interno permite que as Turmas deliberem com ao menos três ministros presentes. Não haveria, segundo ele, qualquer violação ao princípio do Juiz Natural ou à colegialidade. Quatro ministros seriam mais do que suficientes para garantir validade às decisões.

Nos bastidores, a leitura foi ainda mais contundente. Moraes sinalizou que o pedido não era sobre garantir direitos, mas sobre ganhar tempo. E tempo, neste momento, parece ser artigo raro dentro da Corte.

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O pano de fundo dessa disputa envolve uma mudança que alterou a dinâmica do tribunal. Meses atrás, Fux solicitou transferência da Primeira para a Segunda Turma, pedido aceito pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Embora tenha manifestado intenção de continuar em processos já pautados, essa permanência não está formalmente prevista no regimento. Boa vontade não cria obrigação jurídica.

Julgamentos Unânimes e o Ritmo Acelerado da Corte

Com a saída de Fux, a Primeira Turma passou a decidir casos de grande repercussão com um grupo fixo de quatro ministros: Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O resultado? Uma sequência de decisões unânimes que chamaram atenção nos últimos meses.

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Recursos apresentados por Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe foram rejeitados sem divergências. O mesmo ocorreu nos julgamentos do núcleo 3 da investigação. Até a denúncia contra Eduardo Bolsonaro por suposta coação processual recebeu sinal verde sem qualquer voto contrário.

Essa nova configuração reduziu as divergências que antes surgiam ocasionalmente com votos mais independentes de Fux. O ambiente, agora, parece mais coeso — e mais célere.

E é justamente nesse cenário de decisões rápidas que Moraes deixou seu recado mais claro. O Supremo não pretende desacelerar. Não haverá espaço para pedidos que possam comprometer o calendário ou abrir brechas para adiamentos estratégicos.

Enquanto isso, o julgamento do núcleo 2 avança cercado de expectativa. Novas delações, documentos recentes e discussões sobre segurança institucional mantêm o caso no centro do debate político nacional. Cada decisão repercute além do plenário, alcançando o Congresso e inflamando discussões públicas.

No fim, a mensagem transmitida pela Corte soa firme: a engrenagem já está em movimento. E para aqueles que estão no centro das acusações, a contagem regressiva não será interrompida por disputas regimentais. O julgamento começa — e, ao que tudo indica, não haverá pausa.

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