Mulher perde a vida em Motel com namorado após ela Ch….ver mais
Uma noite comum que terminou em tragédia
O que começou como um encontro íntimo terminou em um dos casos mais perturbadores investigados recentemente no interior de São Paulo. A morte de uma jovem de apenas 24 anos, após uma noite com o namorado em um motel de Indaiatuba, levantou uma série de questionamentos que ainda ecoam entre familiares, autoridades e a opinião pública. Inicialmente tratada como uma possível fatalidade, a ocorrência ganhou novos contornos após a divulgação de um laudo pericial que mudou completamente o rumo da investigação.

A jovem, identificada como Letícia Moreira Barbosa, não resistiu após ser levada às pressas para o hospital. O que parecia ser uma complicação médica inesperada passou a ser visto sob outra ótica: a de um possível crime marcado por violência e silêncio.
O encontro aconteceu no dia 5 de abril. De acordo com o boletim de ocorrência, Letícia estava em um relacionamento com Igor Brito Rocha da Silva há cerca de três meses. Naquele dia, o casal teria consumido bebidas alcoólicas e energético antes de se dirigir ao motel, onde pretendiam passar algumas horas juntos.

Segundo o relato do namorado à Polícia Civil, durante a relação sexual, Letícia teria apresentado um sangramento. Ele afirmou que avisou a jovem sobre a situação e foi até o banheiro para se lavar. No entanto, ao retornar ao quarto, encontrou Letícia desacordada.
Diante da cena, Igor acionou funcionários do motel em busca de ajuda. O socorro foi chamado rapidamente, e a jovem foi encaminhada ao Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC). Apesar dos esforços médicos, Letícia não resistiu e morreu pouco tempo depois.
Nos primeiros momentos, a suspeita era de que a morte tivesse sido causada por uma hemorragia grave. A hipótese parecia plausível e, por algumas horas, o caso foi tratado como uma possível fatalidade clínica. Mas o corpo de Letícia ainda guardava respostas que só seriam reveladas dias depois.
O laudo que mudou tudo e abriu novas suspeitas
O laudo necroscópico trouxe revelações que alteraram completamente a interpretação inicial do caso. A médica legista descartou a hipótese de choque hemorrágico causado pela ruptura do saco de Douglas, diagnóstico que havia sido considerado no primeiro momento.

Durante o exame, foram identificadas diversas marcas roxas pelo corpo da jovem, incluindo sinais evidentes no pescoço. Embora houvesse lesões na região íntima, os especialistas apontaram que elas não eram graves o suficiente para justificar a morte.
O ponto mais alarmante, porém, estava na região cervical. O laudo revelou uma fratura no osso hioide — estrutura localizada no pescoço — associada a outros sinais clássicos de asfixia. Segundo a médica, esse tipo de lesão é compatível com trauma direto na região, como ocorre em casos de esganadura.
A descoberta lançou uma sombra ainda mais densa sobre o episódio e transformou a investigação em algo muito mais sério. O que antes parecia um acidente passou a ser tratado como uma possível morte violenta.
O caso agora é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Indaiatuba. As autoridades aguardam laudos complementares e novos depoimentos para esclarecer o que realmente aconteceu dentro daquele quarto. Por enquanto, a investigação segue como feminicídio. O namorado de Letícia ainda não foi preso, mas permanece no centro das apurações.
Enquanto isso, a pergunta que não quer calar permanece: o que realmente aconteceu naquela noite — e por que apenas o silêncio ficou para contar essa história?