Primo faz revelação chocante e reacende a cid… Ver mais

Primo faz revelação chocante e reacende a cid… Ver mais

Tecnologia e Esperança: a corrida contra o tempo para encontrar duas crianças no Maranhão

Há 15 dias, o Maranhão vive um dos episódios mais angustiantes dos últimos tempos. O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelle, de apenas 6 anos, e Allan Michael, de 4, mobilizou forças de segurança, especialistas e voluntários em uma operação que mistura dor, expectativa e uma fé incansável de que o desfecho ainda possa ser positivo. Cada novo amanhecer renova a esperança — e também a urgência. O tempo passa, mas as buscas não cessam.

Publicidade

Fotos de Mata atlantica - Baixe fotos grátis de alta qualidade | Freepik

Desde os primeiros momentos, ficou claro que se tratava de uma missão complexa. O terreno difícil, as águas turvas do Rio Mearim e a vasta área de mata exigiram mais do que esforço humano. Foi necessário recorrer ao que há de mais avançado em tecnologia para tentar revelar aquilo que o olho humano não consegue enxergar.

Publicidade

Neste domingo (18), a Capitania dos Portos do Maranhão confirmou a continuidade das buscas tanto no Rio Mearim quanto em um lago nas proximidades. Para isso, estão sendo utilizadas uma lancha voadeira, uma motoaquática e, principalmente, o side scan sonar — equipamento considerado essencial neste tipo de operação.

Mata Atlântica: um dos biomas mais ameaçados do Brasil luta pela  sobrevivência | Nosso Impacto

Segundo o Capitão Simões, o sonar funciona como um verdadeiro “raio-X” do fundo do rio, capaz de gerar imagens detalhadas mesmo em águas extremamente turvas. A tecnologia já foi decisiva em outros resgates de grande repercussão, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK). Agora, ela se torna uma das maiores esperanças para localizar qualquer vestígio que leve até Ágatha e Allan.

Não há uma metragem exata a ser coberta. Cada ponto identificado como suspeito se transforma em prioridade máxima, dando início a varreduras minuciosas tanto na superfície quanto no fundo das águas. É um trabalho lento, técnico e emocionalmente exaustivo, mas absolutamente necessário.

Reforço, pistas e uma busca que não pode parar

A operação ganhou ainda mais força no dia 14, quando sete bombeiros do Pará, acompanhados de dois cães farejadores, chegaram à região. Pouco depois, cinco bombeiros do Ceará, com mais quatro cães, se integraram às equipes. Os animais têm papel fundamental, já que conseguem identificar odores humanos e direcionar as buscas para locais específicos, reduzindo áreas e otimizando o tempo.

Mata Atlântica: confira imagens do bioma brasileiro | Galeria | Exame

Paralelamente, as buscas terrestres avançaram por uma área de mata superior a 3,2 km², organizadas em quadrantes para garantir uma varredura precisa. Cerca de 500 pessoas participam da operação, incluindo Corpo de Bombeiros, ICMBio, PRF e voluntários. Um aplicativo de geolocalização é usado para mapear rotas e preservar a segurança das equipes.

Uma informação que trouxe novo fôlego às investigações veio do menino Anderson Kauã, de 8 anos, resgatado anteriormente. Ele afirmou que as crianças estiveram em uma casa abandonada, conhecida como “casa caída”, em São Raimundo, zona rural de Bacabal. No local, simples e feito de barro e troncos, foram encontrados objetos como um colchão e botas — indícios que mantêm viva a esperança.

Enquanto a busca continua, o IPCA acompanha as famílias, oferecendo suporte psicológico em meio à dor e à incerteza. A angústia é imensa, mas a determinação das equipes é maior. Cada tecnologia acionada, cada passo dado na mata ou no rio carrega um único objetivo: trazer Ágatha e Allan de volta. No Maranhão, a esperança ainda resiste — e ela não será abandonada.

Eslara

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *