Quem são os bilionários e poderosos citados nos arquivos de Epstein; sobre caso de exploração sex…Ver Mais
Bilionários, poder e mensagens que levantam suspeitas
A revelação de novos documentos ligados a Jeffrey Epstein voltou a sacudir os bastidores do poder mundial e reacendeu uma pergunta que insiste em não desaparecer: quem realmente sabia o que estava acontecendo? Com a divulgação de milhões de arquivos pelo governo dos Estados Unidos, nomes influentes — bilionários, políticos e membros da realeza — voltaram ao centro de uma das investigações mais sombrias da história recente.

O chamado “lote final” dos arquivos Epstein, divulgado em 30 de janeiro, trouxe um volume impressionante de material: três milhões de páginas, 180 mil imagens e cerca de dois mil vídeos. Entre relatórios, trocas de e-mails e registros financeiros, surgem referências a figuras mundialmente conhecidas como Bill Gates, Elon Musk, Richard Branson, Donald Trump e membros da família real britânica. Embora a simples menção nos documentos não implique culpa, o conteúdo lança uma sombra incômoda sobre relações que, até então, eram tratadas como meros encontros sociais ou profissionais.
Entre os documentos mais comentados estão e-mails trocados entre Jeffrey Epstein e o empresário Elon Musk. As mensagens sugerem conversas sobre viagens e festas, incluindo uma menção direta à famosa ilha particular de Epstein. Em um dos e-mails, Musk questiona sobre “a noite mais animada” no local; em outro, demonstra desinteresse por experiências tranquilas em ilhas isoladas. Anos depois, o bilionário reagiu publicamente, afirmando que jamais esteve na ilha e alertando que tais mensagens poderiam ser usadas para manchar sua reputação.

Outro nome que voltou ao centro do debate foi Bill Gates. Dois e-mails atribuídos a Epstein, cuja autenticidade ainda é questionada, contêm acusações graves envolvendo supostos comportamentos sexuais e tentativas de encobrimento. As mensagens teriam causado impacto direto em Melinda French Gates, que afirmou que a divulgação trouxe à tona lembranças dolorosas de sua vida pessoal, ao mesmo tempo em que reforçou sua empatia pelas vítimas de Epstein. A defesa de Gates foi categórica: as alegações foram classificadas como absurdas e falsas.
Política, realeza e conexões que incomodam
Donald Trump aparece citado centenas de vezes nos arquivos, principalmente em denúncias recebidas por uma linha direta do FBI. Muitas dessas alegações não foram verificadas e carecem de provas. Ainda assim, a quantidade de menções reforça a complexidade do caso. Trump segue negando qualquer envolvimento e afirma ter rompido relações com Epstein décadas atrás.

No campo da realeza britânica, imagens incluídas nos arquivos mostram o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor em situações controversas, sem contexto claro. Apesar da falta de informações sobre quando e onde as fotos foram tiradas, o material voltou a gerar questionamentos públicos. Andrew nega qualquer irregularidade.
Richard Branson também teve seu nome citado repetidamente. Trocas de mensagens indicam cordialidade entre ele e Epstein, incluindo uma frase que causou desconforto ao mencionar um suposto “harém”. A Virgin esclareceu que o termo se referia a adultos da equipe de Epstein e reforçou que, após diligência interna, qualquer relação foi encerrada.
Outros nomes, como Sarah Ferguson e o lorde Peter Mandelson, surgem em e-mails e registros financeiros que levantam dúvidas sobre a profundidade dessas conexões. Mandelson, inclusive, admitiu arrependimento por ter mantido contato com Epstein após sua condenação, embora negue qualquer envolvimento criminoso.
Enquanto autoridades ainda discutem se todos os documentos foram realmente divulgados, uma certeza permanece: o caso Epstein continua revelando o quanto poder, influência e silêncio podem caminhar juntos — e o quanto ainda pode estar escondido nas sombras.