URGENTE após 14 anos a mãe de Eliza samudio acaba de confessaé o…Ver mais
O Retorno Sombrio de Bruno Fernandes: A Dívida que Reabre Feridas do Passado
Mais de dez anos após o crime que chocou o Brasil, o nome de Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, volta a ecoar nas manchetes — não por uma nova oportunidade no futebol, mas por uma denúncia que reacende a indignação nacional.

Desta vez, a voz que rompe o silêncio é a de Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, a modelo assassinada brutalmente em um dos casos mais marcantes da história recente do país. Em entrevista ao portal O Tempo, Sônia revelou que Bruno não paga pensão alimentícia ao filho Bruninho desde setembro de 2022. São quase três anos sem qualquer repasse, sem um gesto, sem uma responsabilidade cumprida.
A Justiça determinou que o ex-goleiro deveria arcar com dois salários mínimos por mês. Uma quantia que, no papel, parece pequena — mas cujo não pagamento revela o desprezo por um dever moral e legal. A dívida já ultrapassa R$ 90 mil, sem contar juros e correções. Uma soma que cresce a cada dia, enquanto o filho de Eliza tenta viver longe dos holofotes, sustentado apenas pela força e resiliência da avó.

Uma Dívida que Ecoa Culpa e Descaso
A história se repete. Em 2022, Bruno já havia enfrentado uma ordem de prisão pelo mesmo motivo: atraso na pensão. Escapou da cela apenas após uma mobilização pública, com vaquinha online e a venda de um carro para quitar parte do débito.
O episódio, amplamente divulgado, gerou revolta e escancarou a sensação de impunidade que ainda paira sobre sua trajetória. Agora, o roteiro volta a se desenhar — e o desfecho, mais uma vez, parece incerto.
Desde que se mudou para o Rio de Janeiro, o processo teria ficado estagnado. Sônia Moura, em um desabafo carregado de dor e cansaço, lamentou:
“Não sei o motivo. Está tudo parado. Enquanto isso, meu neto cresce sem o apoio que é de direito dele.”

O desabafo de Sônia reflete não apenas uma batalha pessoal, mas o sentimento coletivo de quem assiste à Justiça caminhar em passos lentos diante de quem um dia foi famoso. Para muitos, é como se o ex-goleiro seguisse protegido por uma sombra de privilégios invisíveis — um lembrete incômodo de que a punição, para alguns, parece sempre incompleta.
Do outro lado, a defesa de Bruno tenta conter o impacto. A advogada Mariana Mingliorini nega o valor da dívida e afirma que o ex-goleiro sobrevive com renda equivalente a dois salários mínimos, atribuindo a lentidão do processo ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Mas a justificativa soa fria diante da realidade de Bruninho — um menino que, além de crescer sem o pai, ainda carrega o peso de um sobrenome ligado à tragédia.

Entre o Perdão e o Esquecimento que Nunca Virá
Bruno Fernandes tenta, aos poucos, reconstruir a vida. Cumpre pena em regime semiaberto, aparece em eventos esportivos menores e busca um retorno discreto à rotina fora dos muros da prisão. Mas cada nova manchete, cada dívida não paga, cada denúncia reacende um passado que se recusa a ser esquecido.
Para Sônia e Bruninho, o tempo não cicatrizou nada. A ausência financeira é apenas um reflexo da ausência emocional — e da violência que lhes arrancou o direito a uma vida tranquila.
Enquanto o ex-goleiro fala em “recomeço”, o país inteiro é lembrado de que há crimes que o tempo não apaga. E que algumas dívidas — por mais que se tente — jamais serão quitadas.